9 de out. de 2011

Islâmicos pedem para tirar a Cruz da bandeira da Suíça

 Luis Dufaur

Second@s Plus, associação de imigrantes islâmicos na Suíça anunciou uma campanha nacional visando remover a Cruz branca da bandeira nacional, informou o Hudson Institute,  seção de New York, especializado em geoestrategia.

O grupo argumenta que é um “símbolo cristão que não mais corresponde à Suìça multicultural de hoje”. Ivica Petrusic, vicepresidente do grupo muçulmano, explicou que a Cruz ofende os imigrantes maometanos e que os suíços, portanto, deveriam escolher outro símbolo.

Para Petrusic, “é necessário separar a Igreja do Estado”. Ele ainda escarneceu dos suíços dizendo que não acreditam mais na Cruz.

O líder islâmico propôs uma bandeira verde, vermelha e amarela, mais parecida com as da Bolivia e de Ghana. Na verdade, é um meio termo rumo a uma futura bandeira com as cores rituais islâmicas: verde, vermelho, preto e branco.

Líderes islâmicos suíços. Pregadores católicos
são presos em terras de Islã

Símbolos corânicos figuram nas bandeiras de muitos países islâmicos e quem falasse em remové-los poderia ser judicialmente condenado à morte. 

E naqueles onde há minorías cristãs, ninguém ousa falar em multiculturalismo. Pelo contrário, só se houve falar em perseguição religiosa.

O conservador Partido do Povo Suíço (SVP), o maior do país, recusou a proposta como “totalmente inaceitável”. Termos análogos foram empregados pelos portavozes do Partido Democrata Cristão (CVP) e Liberal.

A reação imediata dos grandes partidos foi um sinal que eles perceberam a periculosidade da proposta e as conotações explosivas que a envolvem.

Na Suíça há por volta de 400.000 muçulmanos, que possuem 200 mesquitas e 1.000 locais de culto. Eles promovem uma infinidade de processos jurídicos para impor os preceitos islâmicos nos costumes do país.

Muçulmanos na Holanda: ousadia
não pára de crescer

O chefe da comunidade islâmica da Basiléia foi processado por pregar a implantação da Lei Islâmica (sharia) no país e a flagelação pública de mulheres, tendo sido liberado em nome da “liberdade de expressão”. Nos países islâmicos, um pregador público do Evangelho pode ser condenado à morte.

Em 2009 os suíços aprovaram em plebiscito a proibição constitucional dos minaretes, e em 2010 exigiram pelo mesmo processo regras severas contra os imigrantes condenados por crimes graves.

Por causa dessas decisões livres e democráticas de bom senso, o país foi vituperado pelas esquerdas internacionais, inclusive as católicas “ecumênicas”. Hoje, a referida absurda exigência de abolir a Cruz, símbolo nacional, agrada às mesmas esquerdas laicistas e anticristãs.


Fonte:  IPCO

5 de out. de 2011

DeLois Barrett Campbell | The Barrett Sisters



Olá meus amigos!

Hoje quero falar mais um pouquinho da DeLois Barrett Campbell. Que voz maravilhosa! Que potência!  Que incrível! Além de cantar muito bem, as expressões dela na interpretação das canções me deixa entusiasmado. DeLois me lembra muito Mahalia Jackson, não é a toa que Mahalia influenciou esse estilo tão peculiar do grupo The Barrett Sisters.

Aí está uma bela apresentação das 3 irmãs, cantando: "The Lord Reigneth".

Desejo a todos um excelente dia!

Abraços!

3 de out. de 2011

Ódio faz mal à saúde

Escrito por Olavo de Carvalho | 02 Outubro 2011
Artigos - Cultura 

A troca do específico pelo genérico é um dos meios mais torpes de falsificar as palavras alheias. Ninguém recorre a ele sem ser movido por ódio extremo à pessoa da vítima.

Se existe neste país uma vítima de hate speech, sou eu, tendo como único concorrente possível o Reinaldo Azevedo. Já recebi centenas de mensagens que ensejavam a minha morte ou a celebravam antecipadamente, isto quando não prometiam tomar as medidas necessárias para que ela se produzisse o quanto antes.           

Muitas alegavam, como justificativa dessa proposta singela, nada mais que as reações fisiopatológicas que seus remetentes haviam sentido ante argumentos e explicações que, por falta de resposta possível, os enchiam de raiva impotente, o mais desconfortável e humilhante dos sentimentos humanos.

Eis uns trechos da mais recente, enviada por um tal Wanderley Lima, e-mail pilgrimoz52@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.        (por que deveria eu ocultar a identidade do delinqüente?):

“Comprei e li seu livrinho sobre Maquiavel. Fez-me bem, fazia tempo que não conseguia vomitar, pena que a sensação de nojo não passou ainda. Acho, sinceramente, que está na hora de você morrer, sei lá, uma doença fatal, um atropelamento, despencar do elevador... Não vale queda de avião porque vai exigir que outros ou outro vá junto... se bem que, se você conseguir reunir seus amigos, fãs e admiradores talvez a idéia do avião não seja em vão. Para alguém como você o ar que respira faz falta em gente que precisa dele, ar, para viver; sua vida não merece continuar carregando seu cérebro (?), corpo e quejandos. Hum... tente veneno de rato, dizem que faz milagre em matéria de matar.”

A expressão de desejos assassinos acompanhados de desarranjos gastro-intestinais é a forma usual de crítica literária que os imbecis exercem a respeito dos meus escritos. Prova inequívoca de que odiar faz mal à saúde.

A coisa vem de longe. Já no ano de 2000 eu escrevia à Folha de S. Paulo, em resposta a duas cartinhas ali publicadas (confiram em http://www.olavodecarvalho.org/textos/sintomas.htm):


“A constância obsessiva com que expressões de repugnância física - asco e desejos de vômito - aparecem nos protestos das pessoas que me odeiam é para mim um motivo de lisonja e satisfação. Assinala que, diante dos meus escritos, essas criaturas se vêem privadas do dom de argumentar. Paralisada a sua inteligência pela obviedade do irrespondível, vem-lhes o impulso irrefreável de uma reação física. Já que lhes arranquei a língua, querem sair no braço. Mas, como bater em mim seria ilegal e ademais as exporia à temível possibilidade de um revide, a última saída que lhes resta é voltar contra seus próprios corpos o sentimento de raiva impotente que as acomete, donde resulta todo um quadro sintomatológico de diarréia, tremores, cólicas e convulsões. Não suportando passar sozinhas por tão deprimente experiência clínica, apressam-se então em registrá-la por escrito e publicá-la na Folha de S. Paulo, na esperança de que alguém mais forte, revoltado ante a exibição de tanto sofrimento, dê cabo do malvado autor que as deixou nesse estado miserável. Como esse anseio não se realizará, o que se recomenda para o momento é o tratamento de praxe com soro fisiológico para contrabalançar a perda de fluidos vitais.”

Mas sempre aparece algum mais esperto, -- daquela esperteza que é a imitação simiesca da inteligência -- que, em vez de expressar ódio francamente, procura despertá-lo nos outros enquanto ele próprio se esconde por trás de uma fachada de neutralidade superior.

Anos atrás, um grupo de constipados, diarréicos e dispépticos montou no Orkut uma comunidade sob o título “Nós odiamos o Olavo de Carvalho”. Tempos depois, tendo subido um grau na escala da malícia, trocaram o nome da coisa para “O Olavo de Carvalho nos odeia”, imaginando que a camuflagem tosca faria deles, retroativamente, a pura imagem do amor injustiçado.

Não foi substancialmente mais engenhoso o seguinte ardil, um dos vários que Nara Alves e Ricardo Galhardo tramaram contra mim: sabendo que falsificava completamente o sentido das minhas palavras, a dupla de IGnóbeis espalhou que prego “a pena de morte para comunistas”, dando a impressão de que desejo exterminar pessoas por motivo de ideologia, quando na verdade, ao citar como modelo os tribunais de Nuremberg e do Camboja, eu havia deixado claro como o dia que se tratava de julgar crimes contra a humanidade praticados por líderes e intelectuais comunistas, e não a mera adesão a uma idéia ou partido.        

O que Alves & Galhardo fizeram comigo é exatamente o mesmo que, diante de quem defendesse a introdução da pena máxima no nosso Código Penal para crimes hediondos, acusar o sujeito de querer “a pena de morte para brasileiros”.

A troca do específico pelo genérico é um dos meios mais torpes de falsificar as palavras alheias. Ninguém recorre a ele sem ser movido por ódio extremo à pessoa da vítima. Apenas, sendo covardes e hipócritas demais para declarar o que sentem, os dois preferiram se esconder por trás de uma simulação de jornalismo, instigando milhares de paspalhos como Wanderley Lima a exclamar em público o que eles próprios só ousam sussurrar entre dentes.           

NB -- O exemplo de Niemeyer, que em resposta a uma pergunta de ouvinte forneci naquele programa, foi monstruosamente exagerado e, reconheço, injusto. Tipos como ele, Picasso, Chomsky ou Sartre são culpados de vender uma boa imagem das ditaduras comunistas, ocultar sistematicamente os seus crimes e obter lucros milionários dessa atividade abjeta, mas isso não justifica pena de morte. Indenizações às famílias das vítimas seriam punição suficiente. Niemeyer, é verdade, está velho demais para ser levado a julgamento – uma consideração que os comunistas ignoram solenemente quando querem executar ou encarcerar alguém – e vai levar consigo para o túmulo seus crimes impunes.






2 de out. de 2011

The Barrett Sisters


The Barrett Sisters

Hoje quero fazer uma homenagem ao grupo "The Barrett Sisters". Se trata de um grupo norte americano, conhecido pelo talento vocal na música góspel. Para que não fique dúvidas, não sou protestante e nem ecumênico, mas reconheço o talento dessas mulheres na música.

Reconhecendo o talento e a raríssima vóz do grupo The Barrett Sisters, faço essa homenagem de modo especial à DeLois Barrett Campbell, que faleceu em 02 de agosto de 2011, com 85 anos de idade.

Delois Barrett Campbell
12/03/1926 – 02/08/2011


Por mais de 30 anos, DeLois Barrett Campbell, Billie Barrett GreenBey e Rodessa Barrett Porter, conhecidas internacionalmente como The Sisters Barrett, levantaram suas vozes no mei góspel!

Chamado "The Sweet Sisters of Zion" por muitos, por causa de sua mistura vocal que se apresenta com um toque especial , essas cantoras gospel de renome internacional são nasceram em Chicago, Illinois. Quando crianças, nos anos trinta, foram treinadas por sua tia, Mattie Dacus, e começaram a cantar com um primo. Criadas por pais protestantes, elas, juntamente com seus sete outros irmãos, não tinham permissão para ouvir o blues populares do dia, mas é evidente que ouviram em algum lugar, uma vez que formam uma estilo de base em todo o seu trabalho.

Suas jovens vidas efetuada pela tragédia da depressão e marcado pelos resultados da pobreza e da doença (que perderam irmãos várias vezes para a então prevalecente tuberculose), elas não tinham outros sonhos do que de sobrevivência. Como muitos de seus contemporâneos, elas pensaram que a única esperança no talento musical poderia ter se fosse no mundo secular. Mas elas sabiam que isso iria ferir profundamente seus pais como os Barrett mais velhos acreditavam verdadeiramente que a música do mundo não tinham lugar na vida dos protestantes.

Enquanto ainda estava no colegial, DeLois, a mais velha das três meninas, começou a cantar, com os famosos cantores Roberta Martin, emergindo como um dos maiores solistas da nação. Quando seu amigo, o grande Dinah Washington, sugeriu que ela abandonasse o protestantismo para seguir carreira com o blues, DeLois se sentiu verdadeiramente tentada. Mas depois de muita consideração e de oração, ela logo percebeu que o blues não era o que Deus tinha em mente para ela. Mas ela desejou sucesso ao amigo. Para ela foi muito triste quando Dinah faleceu, pois não viveu o suficiente para desfrutar de sua próprias realizações.

Seu trabalho com Roberta Martin Singers, embora não tenha sido um empreendimento lucrativo, levou -a em todo o país e apresentou-se ao mundo. Mas isso também logo chegou a um impasse quando se casou e começou a criar uma família. Seu trabalho seria agora relegado para sua casa e de ser esposa de um pastor.

Enquanto isso, suas irmãs estavam ocupadas estudando as suas embarcações e buscar a vida familiar também. Até então, Billie tinha-se tornado agora um solista em seu próprio direito e Rodessa estava escrevendo música e dirigindo um coro em Gary, Indiana. Em meados dos anos sessenta, as irmãs se reagruparam e, com a ajuda de Roberta Martin e muitos outros, passaram a gravar seu primeiro álbum na etiqueta Savoy, "Jesus Loves Me". Desde aquela época, The Sisters Barrett tornou-se um dos grupos líderes mundiais em protestantes do sexo feminino e um dos mais antigos grupos que ainda viajavam para levar a frente seu trabalho.

The Sisters Barrett


Ao longo da sua carreira, The Sisters Barrett têm sido associados com celebridades e grandes nomes do entretenimento. Na década de 1940, o Thomas Dorsey se juntou ao National Convention Singers. Desde então, The Sisters Barrett têm aparecido com numerosas estrelas, incluindo o falecido Rev. James Cleveland, Andre Crouch, O Poderoso Clouds of Joy, Shirley Caesar, The Winans e Patti LaBelle.

As Irmãs Barrett têm realizado apresentações em inúmeras igrejas protestantes, em concertos de grande prestígio, incluindo o Lincoln Center em Nova York; Constitution Hall, em Washington, DC; Orchestra Hall em Chicago, e DeVille Theatre, em Paris. Em 1983, elas representavam os Estados Unidos como Embaixadoras da Boa Vontade para a África e, em 1987, elas gastaram seis semanas representando o país no Pacífico sul. Tocaram para vários dignitários, incluindo o Rei da Suécia e do Presidente do Zaire, África.

A partir de 1995, elas tinham turnê internacional mais de trinta vezes. 

Além de suas performances pagas, elas também fizeram inúmeros benefícios para muitas organizações, entre elas o Conselho Nacional das Mulheres Negras. Elas também fizeram um esforço especial para usar seu talento para ajudar os jovens que têm aspirações no campo da música. Em paralelo com isso, elas contribuiram regularmente para o United Negro Fund.

Todas as irmãs são ativas em suas igrejas locais e na comunidade. Elas fazem um ponto especial de usar seu status de celebridade para incentivar os seus vizinhos, amigos e fãs para fazer uso de seu direito de voto.

Na década de 1960, elas começaram a aparecer em programas de rádio e televisão em todo o país. Entre suas muitas aparições, elas foram convidadas em "The Tonight Show, com Johnny Carson" e "The Oprah Winfrey Show". Elas foram apresentados muitas vezes sobre o prêmio Emmy produzidos localmente ganhando "Jubileu Showcase" e também apareceu em "The Stellar Awards", "Bobby Jones Show", "Living the Dream", um tributo de televisão para o Dr. Martin Luther King , ea "PTL Club." Em 1982, as Irmãs Barrett foram apresentadas no documentário aclamado pela crítica "Say Amen, Somebody" e em 1990, elas foram selecionadas para aparecer na PBS especial "Going Home Evangelho com a Patti LaBelle." Em janeiro passado, elas, juntamente com lendas protestantes, entre outros, participaram de um vídeo produzido por Ed Smith e Bill Gaither, intitulado "On My Way to Heaven". Artistas há muito tempo, The Sisters Barrett lançaram mais recentemente na I AM Records o álbum intitulado "What a Wonderful World". Elas estão se programando para gravar um novo álbum neste verão na etiqueta Brentwood.

Por causa de sua permanente contribuição para a música gospel, The Sisters Barrett foram convidados a realizar e participar do Seminário Black Music no Kennedy Center em Washington, DC, em que elas eram o único grupo góspel. Ainda no cenário gospel music, The Sisters Barrett continuam a viajar por todo o mundo. Elas estão atualmente escrevendo um livro sobre seus anos como artistas da música góspel.

Segue alguns vídeos que poderá ilustrar melhor o talendo de Delois Barrett Campbell e do grupo The Sisters Barrett:






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1 de out. de 2011

Down By the Riverside

 Olá meu amigos, boa noite!
Hoje disponibilizo alguns vídeos com as várias versões da música "Down By the Riverside". Fiz uma pesquisa há alguns anos e encontrei versões impressionantes.

Boa música!


Mahalia Jackson
 Mahalia sings 'Down By The Riverside' in a tribute to american music on the Nat King Cole Show in 1957. Mahalia swings this version of the song with bouncy precision.


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 Rosetta Tharpe 


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 Mahalia Jackson e Dinah Shore


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Robert Sims & ODETTA


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Craig Adams


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 Chantage choir


Chantage is one of the UK's leading amateur choirs, formed in 1999 and is now well known as a stylish and energetic young chamber choir. Chantage won the BBC Radio 3 Choir of the Year competition in 2006, recorded live with Elbow at Abbey Road Studios in 2009 and is frequently featured on Classic FM and BBC radio.


29 de set. de 2011

Sister Rosetta Tharpe: "Didn't It Rain, Children"



Fonte: Uploaded by graphomaniax
Música: "Didn't It Rain, Children"
Intérprete: Sister Rosetta Tharpe, 19.08.1964
Local: Chorltonville RR Station | Manchester, England.

Urgente: pela legalização do homeschooling




Prezados,

Tramitam na Câmara dos Deputados, desde 2008, os Projeto de Lei (PL) 3518/2008, de autoria dos Deputados Henrique Afonso (PT-AC) e Miguel Martini (PHS-MG), e 4122/2008, de autoria do Dep. Walter Brito Neto (PRB-PB). Esses projetos, que estão tramitando juntos, propõem a legalização explícita do ensino domiciliar ou homeschooling no Brasil.

Eles começaram a sua tramitação pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara, onde estão até hoje. Para quem não sabe, a Câmara se divide em comissões temáticas, que são grupos de deputados que se especializam em certos assuntos. Todos os projetos que dizem respeito à educação e à cultura passam pela CEC. Quando um projeto de lei passa por qualquer comissão da Câmara, um dos deputados-membros é escolhido como relator e tem a tarefa de examinar o projeto e produzir um relatório a seu respeito, explicando-o aos demais membros da comissão e recomendando a aprovação ou rejeição do projeto. A comissão é livre para acatar ou não o relatório do deputado relator, mas em geral a tendência é acatá-lo.

Em junho de 2009, a então deputada relatora, Bel Mesquita (PMDB-PA), apresentou à CEC um relatório propondo a rejeição dos projetos sobre homeschooling, alegando que eles violariam a Constituição e as leis brasileiras, que a socialização escolar é imprescindível e que há países desenvolvidos que proíbem ou restringem o ensino domiciliar.

Em julho de 2009, o Dep. Lobbe Neto (PSDB-SP) sugeriu à CEC que, antes que ela tomasse alguma decisão acerca do relatório da Dep. Bel Mesquita e dos projetos sob análise, fosse realizada uma audiência pública, na qual a CEC convidaria especialistas no assunto a apresentarem palestras e discutirem o tema perante a Comissão. Essa audiência de fato foi realizada em outubro de 2009, com a participação dos seguintes palestrantes:

(a) o Sr. Carlos Artexes Simões, diretor de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação Básica, da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação; 

(b) o Sr. Cláudio Ferraz Oliver, escritor, mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, e residente nessa cidade; 

(c) o Sr. Cléber de Andrade Nunesdesigner, residente em Timóteo (MG), pai de dois adolescentes que estão sendo educados em casa por ele próprio e por sua mulher, e que por causa disso está enfrentando ações judiciais divulgadas na imprensa de todo o país;

(d) o Prof. Luiz Carlos Faria da Silva, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas e professor da Universidade Estadual de Maringá (PR);

(e) o Prof. Alexandre Magno Fernandes Moreira Aguiar, procurador do Banco Central do Brasil, professor de Direito na Universidade Paulista e em vários cursos preparatórios para concursos em Brasília. 

O representante do MEC posicionou-se contrário aos projetos; todos os demais, contudo, se pronunciaram favoravelmente e apresentaram com brilho vários argumentos relevantes.

Em consequência dessa audiência, o deputado que a presidiu, Wilson Picler (PDT-PR), convenceu-se do mérito do ensino domiciliar e preparou uma proposta de emenda constitucional (PEC) destinada a consagrar na Constituição Federal o direito ao ensino domiciliar. Ele conseguiu o apoio de dezenas de outros deputados para apresentar essa proposta. Trata-se da PEC 444/2009, que também está tramitando no Congresso. Não se deve confundir a PEC 444/2009 com os dois projetos de lei que estou comentando aqui; enquanto a PEC pretende alterar a Constituição Federal, os PLs pretendem modificar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para os interessados na prática do ensino domiciliar, é muito importante a aprovação tanto da PEC quanto destes PLs.

Pois bem: depois dessa audiência pública, a tramitação dos PLs na CEC da Câmara parou por um longo tempo. O relatório da Dep. Bel Mesquita foi arquivado sem ser votado. A deputada, por sua vez, não foi reeleita e saiu da Câmara dos Deputados.